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Mês: junho 2025

O peso da culpa

Posted on 03/06/202503/06/2025 by Paulo Gontijo

Carregar o peso da culpa é dificil demais. Neste último final de semana fiz o meu 6o Ironman e por uma incompetência técnica na natação e por um possível erro meu na montagem da bike, não atingi meu tempo de prova planejado o que me gerou frustração e tristeza.

A história perfeita para aliviar a culpa e a dor de não ter entregue o objetivo é: o mar estava grande e alguém encostou na minha bike a ponto de entortar o câmbio. O problema de atribuir a culpa a fatores externos é que ele não nos permite corrigir erros internos, eis que a melhor decisão, racional (e não emocional) é inverter a lógica e nos colocar como protagonistas dos problemas e não como vítima, assim corrigimos e melhoramos para as próximas.

Sobre a natação: preciso treinar com mais qualidade na piscina e mais vezes em condições de prova. O fato é que se eu continuar fazendo o que estou fazendo (força e volume), a probabilidade de na próxima prova eu ter resultados iguais aumenta. Portanto a lição que levo é: continue treinando forte, mas também com mais qualidade e sempre que possível praticar no mar e em aguas abertas.

Sobre o problema mecânico: parece que errei ao apertar de mais a blocagem nova que utilizei na prova, isso levou a entortar a gancheira e a estragar o câmbio. Lição aprendida: não trocar equipamentos nem fazer nenhum tipo de ajuste milimétrico que seja na semana da prova.

É isso! Viver a dor, deixar o tempo tomar conta e bola pra frente, com mais uma lição aprendida.

Sobre não desistir

Posted on 03/06/202503/06/2025 by Paulo Gontijo

Neste último final de semana, depois de 6 meses da melhor preparação para uma prova de Ironman, tive um problema na bike, fruto de um erro que cometi que levou ao não atingimento dos objetivos de tempo que eu havia me desafiado.

Ao pegar minha bike na transição, assim que dei a primeira pedalada, a gancheira quebrou, o câmbio traseiro entrou pra dentro da roda e a prova parecia naquele momento ter um fim (descrevi mais sobre o problema aqui).

Enfim, desculpa perfeita para abandonar a prova haja visto que o meu tempo na natação já não tinha sido o planejado.

Felizmente o Ironman disponibiliza uma equipe muito qualificada de mecânicos, que conseguiram cortar a corrente e ligar a coroa dianteira diretamente na catraca traseira sem a presença do cambio que alivia ou aumenta o esforço dependendo da marcha que escolhemos para a ocasião (foto deste post). O grande problema é que isso acarreta em ter que fazer força na prova o tempo todo, durante os 180km. 

Concluí a prova com um dos piores tempos de natação, ciclismo e corrida que já tive nas 6 edições.

Refletindo sobre o ocorrido, percebo que foi importantíssimo não ter desistido. O desistir nos abre porteiras para um caminho que nos torna mais fracos e acaba criando uma “jurisprudência” perfeita para desistir novamente no futuro.

No lado oposto, quando não desistimos, uma conexão nova parece ser criada no cérebro que diz: você é forte, você é capaz, mesmo com as adversidades! E eu acho que esta conexão será ativada pra sempre em momento futuros.

Portanto, nos treinos, ou na prova, o que nos torna mais fortes é certamente, não desistir. Fazer o que tem que ser feito mesmo nas situações mais adversas. 

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