paulo_gontijo_logo
Menu
  • HOME
  • Sobre mim
  • IA
  • Contato
Menu

Carta aberta às minhas filhas

Posted on 29/12/202429/12/2024 by Paulo Gontijo

Queridas filhas,

escrevo esta carta aberta para que ela sirva de ponto de reflexão para vocês independente do momento em que a leiam ou releiam. Talvez ela faça mais sentido a medida que forem ficando mais velhas, mas sinto que dividir o que fui aprendendo na vida, com vocês, é meu principal papel como pai.

Uma das primeiras coisas que aprendi é que estamos sempre mudando: O que somos hoje, não é o que fomos ontem, nem tão pouco o que seremos amanhã. Na trajetória da vida, vamos fazendo escolhas, vivendo experiências, que nos moldam e nos definem de forma única.

Motivos para escrever esta carta

Vocês sabiam que antes de vocês nascerem algumas coisas muito importantes aconteceram e que me fizeram mudar completamente a forma como vejo a vida?

Por volta dos meus 35 anos, quando soube que seria pai pela primeira vez, fui também pego por duas notícias que muito me impactaram: a doença do tio Dan e a informação, dada pelo meu médico de que se eu não cuidasse da saúde eu não veria minhas filhas crescerem.

Estas notícias me fizeram pensar muito sobre o que realmente importa e percebi que precisava mudar gradualmente a minha vida. As coisas foram acontecendo lentamente, mas dividi-las com vocês, logo cedo, talvez desperte reflexões já logo cedo.

Se pai é sobre educar, inspirar mas principalmente servir de exemplo, espero que esta carta seja um pedacinho desta missão agora e no futuro.

Sobre como seu cérebro irá amadurecer

Crianças de 11 e 10 anos já entendem que vieram da união do papai e da mamãe e que não foi uma cegonha que as trouxe de presente, portanto, entender um pouquinho como a cabecinha de vocês funciona, não é algo tão dificil assim, portanto vamos lá…

Vocês sabiam que atrás da testa de vocês tem uma parte do cérebro que se chama córtex pré-frontal? É como um quebra-cabeças gigante que só vai ser montado lá na frente, quando vocês tiverem por volta de 20 a 25 anos.

Esta parte, que ainda não está completamente formada (o córtex pré-frontal), ajuda vocês a decidir com calma antes de agir. Enquanto ela ainda está crescendo vocês sentirão emoções com mais intensidade e terão dificuldade em controlá-las.

Por exemplo, um dia vocês vão se apaixonar e sentir que esta pessoa é a mais importante do mundo, até mais que o papai e a mamãe (como é difícil dizer isso… kkkk). Neste momento, talvez vocês queiram tomar decisões ruins por causa do medo de magoar ou perder esta pessoa. Quando isso acontecer a única coisa que é legal se lembrar é: “papai me disse que meu córtex pré-frontal ainda está crescendo, daí vou deixar para tomar a decisão amanhã”. Acho que isso que estou ensinando não vai acontecer, mas bem… não custa tentar né? 🙂

E não é só com a paixão que isso pode ocorrer. Talvez uma amiga chame vocês para fazer algo que vocês não consideram legal, como beber demais, usar drogas ou fazer algo que pode trazer vergonha no futuro. Nestas situações a vontade de agradar pode ser muito intensa. Novamente, o melhor a fazer é deixar a decisão para o dia seguinte.

Tomar a decisão no dia seguinte é o melhor que vocês podem fazer. Falo isso, sabendo que ainda hoje eu erro, comprando, por exemplo, coisas que não preciso. Já melhorei muito no controle de várias emoções, mas o mais importante é lembrar-se disso: tomar decisões importantes no dia seguinte, mesmo quando isso parecer impossível.

Saúde

A gente não escolhe morrer jovem ou velho, a vida é cheia de incertezas, mas uma coisa a ciência confirmou: há mais chance de sucesso se a gente comer e dormir bem, fazer esportes e a controlar o nosso nível de estresse. Sobre comer, dormir e fazer esportes, o papai e a mamãe tem muita influência sobre vocês, já sobre estresse, acho que dá pra gente conversar sobre isso quando vocês estiverem mais velhinhas 🙂

É chato comer coisas saudáveis, dormir cedo, ir a natação e fazer o Kumon ao invés de ficar em casa vendo TV ou mexendo no celular. Eu concordo que comer pizza e chocolate, dormir até tarde e usar o celular é muito mais divertido, mas Papai do Céu criou a gente de tal forma que as coisas difíceis são as que nos fazem crescer, ficar mais forte, saudáveis e felizes.

É como plantar uma sementinha hoje, para que lá na frente ela vire uma árvore grande e forte.

Disciplina e coisas dificeis

E é aqui que entram o mais fundamental dos ensinamentos para a idade de vocês. Muito do que o papai e a mamãe escolhem para vocês, vai parecer muito, muito chato de ser feito, vai parecer muito, muito entediante, vai parecer muito, muito sem sentido obedecer.

Cabe sim vocês questionarem, mas as vezes a melhor resposta que vocês terão é: porque sim e pronto!

Pelo fato do papai e mamãe já terem acertado e errado muito na vida, por estudarem e assistirem tantas histórias de crianças e adultos é que eles escolheram aquilo que acreditam ser o melhor para vocês. É por isso que limitamos tanto as atividades que vocês fazem, o tempo que investem em cada uma delas e o que é mais adequado a ser comido.

Desta forma:

“Papai porque tenho que ir pra natação quando chove?” Porque sim.

“Papai porque tenho que Ir para o Kumon nas férias?” Porque sim.

Mas “porque sim”? Pois a gente sabe que no longo prazo vai ser bom para vocês.

Uma aula de Kumon, Natação ou Circo que vocês faltam não muda nada hoje, mas se é uma hoje e outra semana que vem, a mudança ruim começa a acontecer… e aquilo que era a construção do alicerce para o futuro que papai e mamãe as ajudaram a construir começa a ruir.

Entendo que pode parecer difícil e sem sentido, mas é como citei, é uma sementinha que plantada hoje vai virar uma árvore grande e forte lá na frente.

Futuro

O futuro está presente na nossa vida de duas formas: A primeira é na forma de ansiedade, quando a gente fica pensando em algo que pode ou não acontecer. A segunda é na decisão do que fazemos hoje para que as coisas sejam melhores (ou piores) lá na frente.

É nesta construção do futuro, que papai e mamãe tem o papel mais importante.

Deixa eu dar um exemplo: Quando escolho competir um Ironman, a competição dura apenas um dia, mas me preparo por vários meses. O treino, a alimentação e o sono nem sempre são divertidos. É melhor ficar na cama, comer besteira e dormir tarde. No entanto, é a preparação que torna o papai mais saudável, mais confiante (por ter superado um treinamento dificil) e mais equilibrado, desta forma, são as escolhas que o papai faz no presente, que vão determinar o futuro, neste caso a competição.

Isso também vale para vocês. Coisas grandes e incríveis, como tirar uma nota alta em uma prova ou aprender algo difícil, requerem muita, muita repetição. Mas vocês experimentaram uma sensação incrível que foi tirar nota 9 na Matemática, não foi? Isso só foi possível pois vocês enfrentaram e venceram a chatice.

O segredo é entender que as coisas importantes na vida não são fáceis ou prazerosas. O motivo? O papai não sabe explicar direito, mas me convenço que é assim e pronto. Foco em fazer o que é melhor e não ficar entendendo o tempo todo o porque.

Sobre ser feliz

É normal a gente querer ser a melhor, a mais reconhecida, a mais bonita… é natural queremos destacar e ser aceitas. No entanto, a régua ou a forma como cada um de nós mede isso é diferente. Há quem valorize número de seguidores no Instagram, outras que valorizam a marca do carro, outras as viagens que fazem ou o apartamento onde moram. Com o tempo vocês irão descobrir o que mais importa para vocês…

Saibam, no entanto, de uma coisa: as coisas que nos deixam mais feliz são aquelas que nós fazemos para nós mesmos e não para impressionar os outros.

Mamãe e papai são felizes por vocês existirem. É algo que vem de dentro e não depende da opinião dos outros.

Já… se vocês compram um carro, fazem uma uma postagem com o único propósito de aguardar a reação da rede social, a tendência é que você esteja mais sujeita a uma felicidade momentânea, e ainda pior, a uma infelicidade caso a reação dos outros não seja exatamente a que vocês estavam esperando.…

É claro que temos os atores, os influencers que ganham a vida com isso, e talvez vocês escolham isso também, lá na frente, mas os valores que o papai quer passar estão mais ligados a fazer as coisas pensando no bem e não nos aplausos.

É normal ficarmos tristes quando não recebemos o reconhecimento que esperamos. Quando eu dou aula, mas meus alunos não comparecem ou não gostam da aula, eu vou ficar triste pela falta de aplausos, mas o importante aqui é aprender, corrigir e seguir enfrente rumo a algo que é naturalmente melhor e não rumo a algo que é feito para obter somente mais aplausos.

A mensagem principal é: não é nem 8 nem 80… e é muito, muito dificil achar a justa medida.

Tédio

Ficar sem fazer nada é um saco! É muito melhor jogar no celular, assistir uma série, comer algo, conversar com as amigas, enfim, fazer algo é melhor do que não fazer nada.

Pois é, eu também acho… só que as vezes o tédio faz parte. A nossa vida não é tão interessante assim quanto a exibida nas redes sociais, onde parece que todos estão ocupados e felizes em viagens, restaurantes, lugares bonitos, etc. Só que estas mesmas pessoas que lá aparecem, assim como nós também sofrem deste tal de tédio. E como a gente faz pra escapar dele?

Pois é… uma boa opção é não escapar… é encará-lo, é reconhecer que é temporário e que talvez só o dia seguinte venha a curá-lo. Enquanto isso, ao invés de se jogar em algo que vai te deixar mais triste como comer demais, jogar demais, assistir TV demais, apenas entenda que vai passar. Na verdade há mais sobre isso. A vida tem valor exatamente pelo contraste, assim as férias são legais pois há períodos de aula, o final de semana é legal pois há o dia de semana, mas acho que podemos deixar este assunto para uma cartinha futura né?

Fim

Minhas queridas filhas, escrevi essa carta com muito carinho, pensando no quanto vocês são especiais para o papai e para a mamãe. A vida é cheia de desafios, coisas gostosas e muitas vezes ruins e difíceis.

Está tudo bem errar. O papai e a mamãe continuam errando o tempo todo, mas são estes erros que nos fazem crescer.

Talvez, quando vocês errarem, a gente fique bravo, grite e até percamos a razão. Nestes momentos, questionem sim, busquem entender e argumentar, mas saibam, que a disciplina, fazer as coisas importantes e dificeis definirá a maioria das decisões do papai e da mamãe para com vocês.

Nosso amor por vocês nunca dependerá de acertos ou perfeições, a gente ama vocês do jeitinho que vocês são, únicas, especiais, com suas qualidades e defeitos.

Com amor,

Papai

P.S.

Decidi deixar esta carta pública pois acredito que o que aprendi na vida pode ser útil para outras pessoas também. A vida não é uma receita de bolo, mas as vezes uma carta como esta, pode ser a lanterna que faltava para um caminho escuro na vida de um outro alguém mundo afora. E também, estando pública, estará aqui para sempre e não correrá o risco de ser perdida ou esquecida num cantinho da gaveta.

O manifesto comunista

Posted on 19/11/202419/11/2024 by Paulo Gontijo

Terminei hoje a leitura de “O manifesto comunista” de Marx e Engels. Busquei beber da fonte, do livro de capa vermelha, de poucas páginas e que é marco do socialismo.

O Paulo tá virando petista…

Pois é. O motivo de ler tal livro foi exatamente para beber da fonte, e interpretar sem interlocutores e partidários de tal forma a formar a criar a minha própria opinião.

Minha mãe, que lecionou para alunos do primário durante toda sua vida, uma vez me contou uma história que me marcou, ela disse: “Na escola onde eu trabalhava, a diretora, ao entrevistar novos candidatos a professor perguntava qual livro tal candidato estava lendo, se a resposta fosse Paulo Coelho era automaticamente desqualificado”. Qual o ensinamento aqui? A tal diretora, muito provavelmente influenciada por grupos sociais a qual frequentava rejeitava fortemente Paulo Coelho. Possivelmente a tal diretora em si nunca havia lido Paulo Coelho, mas sua chefe ou o seu círculo social rejeitavam tal autor e a partir de então ela passou a ecoar esta rejeição.

O ponto principal aqui não é se Paulo Coelho é bom ou ruim, eu mesmo nunca li, mas como vou saber se Paulo Coelho é bom ou ruim se eu mesmo não o ler? Se meu chefe, ou meus amigos, do circulo social a qual pertenço demonizam Paulo Coelho, deveria eu, automaticamente demonizar? Me parece pouco esperto da minha parte.

É como sem nunca ter comido rabanete, dizer que odeia!

Mas Paulo, você não precisa provar cocaína pra saber que aquilo vai te fazer mal, foi o que ouvi. Verdade! A comparação é no entanto, absurda por natureza. A cocaína, cientificamente comprovada, faz mal a saúde, já Paulo Coelho, certamente não. Portanto, comparações metafóricas que podem fazer algum sentido inicial, quando esmiuçadas provam-se sem sentido.

Fato é que prefiro enxergar o mundo com a minha própria visão, não sendo alucinado para saber que a cocaína faz mal e que Paulo Coelho, pode sim me ensinar algo.

Voltando ao “O manifesto comunista”, o que busco ao ler, é entender qual o pensamento das pessoas que investiram muito tempo de suas vidas para defender uma ideia, buscavam ecoar aos leitores.

Haverão os que seguirão a risca as ideias ali contidas, partindo para a busca da “derrubada violenta de todas as condições sociais existentes”, haverão os que taxarão a obra de literatura de petistas que deve ser evitada a leitura a qualquer custo e que se sujeitarão a influencias sociais dos círculos aos quais frequenta e adotarão a postura exemplificada de Paulo Coelho.

Já eu? Pois é… não sei ainda, afinal acabei de ler o livro. É menos sobre estar do lado A ou do lado B, é mais sobre pensar a tese, a antítese e quem sabe um dia a síntese como sugerido por Sócrates em sua dialética.

Assim, eternamente em busca de mais aprendizado, vou me construindo, para alguns temas com forte posição de lado A (ou B, como preferir), para outros, apenas um observador, por reconhecer que devido a complexidade do tema, ou pelo pouco conhecimento que tenho sobre a temática, me resta a ausência de opinião forte a respeito.

Já os temas que tenho forte posição quando ao lado que adoto, incluem o esporte, a educação, a alimentação saudável, a valorização da rotina, a busca da felicidade como filosofia primária de vida. Temas para uma outra reflexão!

Reinvidico tudo isso?

Posted on 14/11/202414/11/2024 by Paulo Gontijo

Em tempos de atalhos, onde a obesidade é resolvida pelo Ozempic, o estudo por um prompt que sumariza um livro no ChatGPT, a dor pelos opiodes, as rugas pelo botox, a tristeza pelos antidepressivos e o tedio pelas redes sociais me aparece um trecho de um livro de 1932 que me fez refletir sobre as angustias de sermos humanos. “ Reinvidico tudo isso” disse o selvagem ao Controlador. Será?

Abaixo o trecho, do livro Admirável Mundo Novo.

“Meu jovem querido amigo”, diz Mustafá Mond, “a civilização não precisa de nobreza ou heroísmo. Essas coisas são sintomas de ineficiência política. Numa sociedade bem organizada como a nossa, ninguém tem qualquer oportunidade para ser nobre ou herói. As condições teriam de ser totalmente instáveis para que surgisse uma situação como essa. Onde há guerras, onde há divisão de lealdades, onde há tentações às quais resistir, objetos de amor pelos quais lutar ou os quais defender — lá, obviamente, nobreza e heroísmo fazem algum sentido. Mas aqui não há guerras hoje.

Tomam-se grandes cuidados para impedir que você ame alguém demais. Não existe essa coisa de lealdade dividida; você está tão condicionado que não pode evitar fazer o que deve fazer. E o que você deve fazer é tão prazeroso, tantos são os impulsos naturais aos quais se permite livre manifestação, que na verdade não há quaisquer tentações às quais resistir. E se alguma vez, por algum infeliz acaso, algo desagradável de algum modo acontecesse, bem, sempre temos soma [a droga] para você tirar umas férias dos fatos.
E sempre tem soma para aplacar sua raiva, reconciliá-lo com seus inimigos, fazer com que seja paciente e estoico. No passado você só poderia realizar essas coisas fazendo um grande esforço e após anos de rigoroso treinamento moral. Agora, você engole dois ou três tabletes de meia grama, e pronto. Agora qualquer um pode ser virtuoso. Você pode levar pelo menos metade de sua moralidade num frasco. Cristianismo sem lágrimas — é isso que soma é.”

“Mas as lágrimas são necessárias. Não se lembra do que disse Otelo? ‘Se após cada tempestade vêm tais calmarias, que soprem os ventos até terem despertado a morte? Há uma história que um desses velhos índios costumava nos contar, sobre a Garota de Mát-saki. O jovem que quisesse casar com ela teria de fazer a capina matinal em seu jardim. Parecia fácil; mas havia moscas e mosqui-tos, mágicos. A maioria dos jovens simplesmente não conseguia aguentar as mordidas e picadas. Mas aquele que conseguiu – conseguiu a garota.”

“Encantador! Mas em países civilizados”, disse o Controlador, “você pode ter garotas sem capinar por elas; e não há quaisquer moscas ou mosquitos para picar você. Livramo-nos de todos eles séculos atrás.”

O Selvagem assentiu, franzindo a testa. “Vocês se livraram de-les. Sim, isso é típico de vocês. Livrando-se de tudo o que é desagradável em vez de aprender a suportá-lo. Saber se é mais nobre na mente suportar as pedradas e flechas da fortuna atroz ou tomar armas contra as vagas de aflições e, ao afrontá-las, dar-lhes fim…

Mas vocês não fazem nenhum dos dois. Nem sofrer nem se opor. Vocês apenas aboliram os estilingues e as flechas. É fácil demais… O que vocês precisam”, continuou o Selvagem, “é de algo com lágrimas, para variar… Viver perigosamente não tem sua graça?”

“Muita”, replicou o Controlador. “Homens e mulheres devem ter suas suprarrenais estimuladas de vez em quando… É uma das condições para uma saúde perfeita. É por isso que fizemos com que os tratamentos S.P.V. sejam compulsórios.”

“S.P.V.?”

“‘Substituto da Paixão Violenta. Uma vez por mês inundamos todo o sistema de adrenalina. É o exato equivalente fisiológico do medo e da raiva. Todos os efeitos tônicos de assassinar Desdêmona e ser assassinada por Otelo sem nenhuma das inconveniências.”

“Mas eu gosto de inconveniências.”

“Nós não”, disse o Controlador. “Preferimos fazer as coisas confortavelmente.”

“Mas eu não quero conforto. Eu quero Deus, quero poesia, quero perigo real, quero liberdade. Quero bondade. Quero pecado.”

“Na verdade”, disse o Controlador, “você está reivindicando o direito de ser infeliz.”

“Tudo bem, então”, disse o Selvagem, desafiador. “Estou reivindicando o direito de ser infeliz.”

“Sem falar no direito de ficar velho, feio e impotente; o direito de ter sífilis e câncer; o direito de ter muito pouco o que comer; o direito de ser horrível; o direito de viver em constante apreensão quanto ao que vai acontecer amanhã; o direito de pegar tifo; o direito de ser torturado por dores indizíveis de todo tipo.”

Houve um longo silêncio.

“Reivindico tudo isso”, disse o Selvagem afinal.

Mustafá Mond deu de ombros. “Disponha”, disse ele!

Distribuição de renda?

Posted on 23/10/202423/10/2024 by Paulo Gontijo

Pessoal, bom dia! Gostaria da opinião de vocês, sobre um tema que leio e me atualizo muito pouco e portanto me abdico de emitir opinião forte sobre o tema: política, mais especificamente política social.

Explico: estamos enfrentando dificuldades em contratar e manter empregadas domésticas que possam cuidar da casa dos meus pais em Lagoa Santa e o motivo principal alegado por elas, é que trabalhar finais de semana e ganhar R$ 2 mil por mês, não vale a pena, pois perderiam os incentivos que recebem do governo.

A minha reação é de indignação com estas políticas públicas que estão tendo o efeito de incentivar as pessoas a não trabalhar. Isso acontece, acredito, por eu ter uma cabeça enviesada de empregador e preferências políticas que se alinham mais com a direita e portanto ter o pensamento (que considero pequeno, restrito e a ser melhorado) de que ter mais pessoas no time, pagando menos, sobra mais para mim, para minha família e para minha empresa, e, que se elas quiserem ganhar mais, que estudem mais e trabalhem mais, como eu fiz. Me sinto ridiculo pensando assim e estou trabalhando para mudar este viés (tema para uma outra discussão).

Ao mesmo tempo me pego refletindo sobre o que presenciei quando estive na Alemanha. Lá, nas palavras de quem mora: trabalho doméstico não existe ou quando existe é um valor tão alto que corresponde a um % relevante de uma pessoa de cargo relevante em empresas grandes, portanto, as pessoas preferem executar tais trabalhos por conta própria a contratar empregados domésticos.

O ponto de reflexão que fiz é: será que os programas sociais de distribuição de renda, que iniciaram com o objetivo de tirar tanta gente da pobreza, estão alavancando no Brasil um movimento semelhante ao que ocorreu na Alemanha, mesmo sem querer, ou, talvez, agora, querendo?!?

Digo isso, pois é possível que se eu passar a oferecer R$ 4 mil por mês para um serviço de empregada doméstica, tais pessoas passarão, hipoteticamente, a considerar voltar a trabalhar e com isso teremos aumento da distribuição de renda e menos diferenças sociais. 

Novamente, é uma visão miope de quem entende pouco ou nada do tema e ainda não analisou os indicadores para entender se isso de fato vem ocorrendo e se pode ser atribuído, sem viés ou paixões políticas, a efeitos colaterais de programas sociais de distribuição de renda.

Corrobora com isso, algumas reportagens que leio sobre logística, onde o setor enfrenta dificuldade em contratar caminhoneiros (mesmo movimento que vimos na Alemanha) e a declaração do Zema (que certamente é recheada de viés político) na reportagem abaixo.

https://www.otempo.com.br/politica/governo/2024/10/22/zema-culpa-bolsa-familia-e-trabalho-aos-domingos-por-falta-de-ma

Qual a visão de vocês sobre o tema? 

Sobre uma nova fase

Posted on 14/09/202423/09/2024 by Paulo Gontijo

Chegou o momento! Inicio oficialmente, aos 43 anos, minha jornada como empreendedor. De alguma forma eu sabia que este dia chegaria e a transição para a empresa que meu pai fundou há décadas, finalmente aconteceu.

Meu pai, o Paulo Gontijo original (kkkk), tem +50 anos de experiência no mercado imobiliário e ao longo dos anos construiu uma empresa forte com clientes felizes e fidelizados. Como toda história que inspira, começou pequeno, enfrentou dificuldades financeiras mas sempre priorizou dar aos filhos a melhor educação possível. Hoje conduz um negócio de sucesso, fruto de orgulho e admiração pela família, amigos e clientes.

Há mais de 10 anos que a gente conversa sobre este momento, mas eu sempre relutei por entender que a área que tanto amo (tecnologia) poderia ser aplicada quase que apenas para automação de processos administrativos/financeiros.

O início da virada de chave aconteceu quando entrei para a Rock Content há 3 anos. Lá aprendi o poder do marketing digital e como o conhecimento em tecnologia poderia ser um catalisador poderoso não só para o negócio do meu pai, mas para o segmento como um todo.

Então aqui vou eu, com planos mirabolantes de alavancar ainda mais a Centure e em breve o mercado imobiliário como um todo, combinando marketing digital, inteligência artificial, direito jurídico, construção civil e muita tecnologia. 🙂

Obrigado a todo o time da Rock Content, por me ensinar, me acolher, me instigar!

Animado e ciente que agora, o soft skill que mais valorizo, vai ser posto em prática mais do que nunca: sentimento de dono!

E Dandan, meu eterno irmão, onde quer que você esteja, saiba que embora minha decisão tenha vindo tardiamente e eu tenha perdido a maior chance da minha vida, que seria trabalharmos juntos, diariamente estarei com você na cabeça e no coração, me inspirando e me guiando em cada passo daqui em diante.

Sobre repertório e felicidade

Posted on 04/09/202404/09/2024 by Paulo Gontijo

A complexidade da felicidade

Filósofos refletem, escrevem e palestram sobre felicidade há dezenas de séculos, ingênuo seria eu, querer criar o meu próprio conceito. Melhor faço, se escrevo sobre o que vou aprendendo sobre este tema ao longo do caminho.

Como de praxe, Clovis de Barros, me leva reflexões sobre a qual não havia me debruçado antes. Em escritas anteriores havia associado a felicidade a progresso, a momento presente sem esperança, a ter um objetivo e trilhar o caminho aproveitando-o ao máximo, a levar a vida o mais próximo possível do 8, a balancear saúde, esporte, trabalho, familía e prazeres efêmeros (álcool, comida, sexo), a aceitar a imutabilidade do passado e fazer escolhas!

Eis que agora uma nova perspectiva, ou conceito associado a felicidade se abre e este se dá o nome de repertório! Sim. Com minha mente que anseia por simplificação, a lição que me dou hoje é: felicidade = repertório! Como toda forma de simplificação, a definição de felicidade por outra palavra é empobrecedora, motivo pelo qual compartilho a seguir como vejo este conceito se somando aos demais que fui acumulando ao longo dos anos.

Reflexões sobre repertório

Quanto mais repertório eu tenho, mais eu consigo variar prazer. Se eu sei apreciar arte, música, esporte, psicologia, inteligencia artificial, filosofia, matemática mais prazer distinto eu terei, de tal forma que se me falta ou entendia a música, me faz companhia a matemática, ou se cansado dos estudos sobre inteligência artificial eu me ver, me refugio na filosofia e, se de tanto pensar, quiser me refugiar no corpo, porque não nadar, pedalar e correr? E se, por fim, me faltar prazer em qualquer uma destas áreas, que eu faça uso dos ensinamentos da psicologia e entenda que esta é a natureza do ser humano, afinal, buscamos o prazer, mas é da natureza humana, sofrer e através dela que valorizamos o prazer em si.

O final de semana só existe porque tem a segunda-feira e o prazer só existe porque há sofrimento, já passei da fase em que achava que quem só fazia postagens legais no Instagram era embaixador da felicidade a ser vivida. Hoje sei que aquela pessoa linda, maravilhosa, rica, que bate um recorde atrás do outro, é chata, entendiante e sofre consigo mesmo, embora não pareça, pois a realidade que se vê é a exposta e escolhida por quem fez a postagem e não a vida como ela é.

Viva o conhecimento, viva o repertório, viva o ilimitado

Portanto, conclusão empobrecedora, mas que atende a didática: repertório = mais prazer = mais felicidade e do lado oposto: menos repertório = menos prazer = menos felicidade.

Se só durmo, como, trabalho e bebo nos finais de semana, menos repertório terei e portanto menos felicidade.

O mágico de tudo isso é que a maior parte do repertório que podemos adquirir está disponível gratuitamente ou a custo acessível através de livros e em conhecimento compartilhado por vídeos (e não cortes de Tiktok e Instagram) disponíveis na internet.

Desta forma, cabe só a mim querer e desenvolver o meu próprio repertório. O mais delicioso de tudo isso, é que é uma jornada sem fim, pois quanto mais aprendo e desenvolvo meu repertório, mais eu descubro novos conhecimentos, afinal, como diz a filosofia, o desejo só existe enquanto busco algo que ainda não tenho, pois a partir do momento que eu já o tenho, eu já não o busco mais! Como só sei que nada sei, celebremos!

Viva o conhecimento, viva o repertório, viva o ilimitado!

Por quê?

Posted on 24/07/202424/07/2024 by Paulo Gontijo

Por que levantar as 4AM? Por que estudar psicologia, filosofia, esportes, quando minha formação é em computação? Por que fazer um Ironman? Por que defender o Lula quando você votou em outro candidato? Por que o caminho do meio? Por que pensar com a cabeça do outro, quando você precisa defender seus interesses? Por que não o 44 ao invés do 8 ou 80? Por que polarizar? Por que torcer para o Atlético, quando seu time de coração é o Cruzeiro? Por que não adotar a posição da maioria? Por que não adotar e defender uma minoria? Por que não usar rede social? Por que pensar sobre o porquê?

Por quê?

É tudo uma hipótese?

É sobre pensar criticamente?

É sobre querer ser diferente?

Pensamento denso, mas, ao mesmo tempo leve, com lembranças do desenho: “O fantástico mundo de Bob”, ou com reflexões a lá Canal Futura: “Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas”

Por que um Ironman?

Posted on 24/05/202404/06/2024 by Paulo Gontijo

Vira e mexe me pergunto por que faço um Ironman. Não me refiro ao primeiro, que é cheio de pompa e instagramável, mas ao quinto, que concluí em maio de 2024, e ao sexto, que já está nos meus planos para 2025.

É muito sacrifício!

Em todos os ciclos de preparação para a prova, perco entre 8kg e 13kg. Isso não acontece por acaso: alimentação, sono, treinos, tudo é regrado. O volume de treinos é insano, variando entre 18 e 24 horas por semana. Então, por que eu faço isso?

Para muitos, o Ironman não existe sem o Instagram. Afinal, alguns pagam as contas com o dinheiro que vem daí e outros se motivam com o feedback e o incentivo que vem da rede social. Já fui mais crítico em relação a este tipo de incentivo, mas hoje entendo que cada pessoa tem seus motivos e está tudo bem. Apenas continuo criticando o uso dessa plataforma como ferramenta de alimentação do próprio ego. Mas como o assunto aqui não é este, passemos ao meu motivo 🙂

Existe uma ferramenta utilizada por psicólogos chamada roda da vida. Nela, avaliamos a nossa vida sob cinco dimensões: Vida Interior, Vida Profissional, Vida Saudável, Vida Social e Vida Sentimental. Faz muito sentido para mim imaginar que o Ironman contribui positivamente para uma Vida Interior (propósito), Vida Saudável, Vida Social e Vida Sentimental, ou seja, são quatro áreas das cinco! Se uma vida boa é ter equilíbrio em cada uma dessas áreas, o triatlo tem um papel fundamental nisso.

Mas não é só isso. Fazer um Ironman é um objetivo claro e difícil e isso me motiva, principalmente porque hoje busco melhorar meus tempos prova após prova. Isso só parece ser possível sendo uma versão de mim mesmo melhor do que a versão que fui ontem. Isso significa mais qualidade em treinos, alimentação, sono e bem-estar mental.

Em sintese, estas são minhas reflexões: Ironman, ou triatlo de longa distância = Equilíbrio de vida e clareza de objetivo.

Um outlier

Posted on 13/03/202413/03/2024 by Paulo Gontijo

Estou envolvido em diversos grupos de triatlo e atualmente, a discussão gira em torno de Pablo Marçal. Por quê? Ele completou um Ironman e um Ultraman, ambos triatlos de longa duração, após apenas 40 dias de treino. Tais competições são, em geral, concluídas por indivíduos altamente preparados que dedicam meses de treinamento.

As críticas foram ferozes, afinal em grupo de triatletas o que mais se vê são pessoas que dedicam o dia, a semana e vários meses do ano, combinando boa alimentação, qualidade de sono e longos treinamentos para completar ou melhorar seu tempo em provas como o Ironman. Eu, por exemplo, treino por 6 meses e deixo de lado compromissos sociais e coisas que gosto, como beber cerveja no final de semana, para me sentir pronto para a prova.

O grande ponto, é que Pablo Marçal passou a ser visto a partir daí como uma pessoa a ser erradicada da sociedade na visão dos triatletas e nada do que ele dissesse, absolutamente nada, deveria ser levado em consideração.

Pois bem, decidi ir lá no Youtube e conhecer o sujeito. Entender a história e saber se algo que ele falava poderia ser aproveitado. Minha conclusão: É possível absorver parte do que ele diz, talvez 20%, em alguns casos 80%, mas assumir uma postura repulsiva e taxa-lo como um ser a ser abominado me parece exagerado. O rapaz tem boa oratória, consegue falar bem para uma audiência que busca motivos para mudar de vida, enfim… tem lá suas qualidades.

Talvez ele seja sim, um outlier, alguém dotado de uma força mental e física diferenciada, e daí? Temos tantos exemplos na sociedade: Mark Zuckemberg e Bill Gates largaram Harvard e foram trabalhar numa ideia que poderia dar muito errado. Quem de nós faria o mesmo? Imagine você ligando para sua mãe e falando: “Vou largar Harvard, pois tive uma ideia que acredito e vou focar nela”. Estes indivíduos são exceções, outliers, sujeitos que fogem ao comum. Não é todo dia que você vê um bilionário saindo de uma empresa fundada na garagem de casa, nem tão pouco uma pessoa que em 40 dias se prepara para um Ironman.

Eu tenho críticas sobre Pablo Marçal, principalmente sobre sua mensagem que se ele pode fazer, todos podem, basta querer. Seria o mesmo que Bill Gates e Mark Zuckemberg pregarem o mesmo. Qual chance de nós ficarmos bilionários, abandonando tudo e abrindo uma empresa na garagem de casa? Estatisticamente falando é um número cheio de zeros depois da vírgula e com um 1 lá no final. Portanto, devo eu focar, em treinar e trabalhar mais e melhor, assim como a grande maioria da população, ou insistirei em me ver como um outlier, que treina por 40 dias e que mentaliza a riqueza com a expectativa de materialização futura?

Bem… cada um tem sua própria sentença. Eu já tenho a minha: continuarei com meus treinos, meus estudos e trabalho na busca de um eu que é melhor dia após dia, com o esforço e o suor que ambos requerem. Isso me faz sentir dono do meu caminho e a assumir a responsabilidade de carregar nas costas o peso da bagagem que eu mesmo escolhi.

Felicidade é nota 8

Posted on 04/02/202404/02/2024 by Paulo Gontijo

Lembrando do primeiro post que fiz, os artigos que escrevo, buscam interpretar aquilo que faz sentido pra mim… ensinar ou parafrasear os filósofos que tanto escreveram sobre felicidade, cabe a de quem de fato os conhecem, mas escrever é libertador e esse é o motivo para o qual escrevo… busca organizar minhas ideias… busco ter coerência para mim… e ao dividir isso recebo feedbacks (meu e de outras pessoas) que me fazem pensar… isso é nutritivo… é engrandecedor da alma.

Isto posto, passemos às reflexões:

Quando mais jovem eu não me atentava às questões da alma, das emoções. Me lembro claramente de ser alguém mal humorado, ao mesmo tempo, pouco sociável e de paixões fugazes.

Meu vício era bebida, cigarro (social) e o significado da vida? Isso não me importava… eu acordava, ia pra escola, trabalhava e esperava juntar dinheiro para fazer o que eu queria.

Por volta dos 30? Comecei a ler mais a ficar mais curioso e como os músculos que ficam mais fortes passei a dar mais sentido a minha felicidade, passei a entender o que me deixava mais alegre ou triste. A querer mais significado do que simplesmente empilhar um dia sobre o outro.

Li sobre meditação, e o pouco que pratiquei, me ajudou a ter mais conexão comigo mesmo… mas foi lendo sobre estoicismo que entendi que a felicidade estava mais no meu microcosmo do que no macrocosmo.

Então veio o esporte, que iniciou como uma questão de saúde e aparência física. 

Adendo: Eu pesava 98kg em 2015, e em 2019 passei a pesar 72kg.

O esporte trouxe a dieta, a dieta trouxe o acordar cedo e a junção de tudo isso, me ensinou que o desagradável: levantar cedo, fazer esporte e comer salada em 90% dos dias, não é o que o corpo e a mente desejam, mas aí de alguma forma, eu percebi que o desconforto presente, ou a dificuldade para iniciar o esporte/levantar cedo, traziam um benefício de médio/longo prazo muito maior.

De alguma forma meu cérebro foi se tornando mais plástico e adquirindo este hábito, ainda assim, +10 anos depois, continua difícil até hj acordar cedo e fazer esportes… mas um desejo maior de aprender, de continuar bem fisicamente, me impulsionam pra frente. é como um ciclo virtuoso, que gira diariamente.

E ao fazer tudo isso, reflito, que felicidade, não é um conceito simples… felicidade é o que Espinosa definiria como ganho de potência e eu adicionaria a isso o sentimento de gratidão.

Eu não sei “ensinar” como ter gratidão… mas isso emana de mim… e parece emanar quanto mais eu trabalho para alcançar meus sonhos.

Não tenho nenhum sonho de longo prazo…

Nada que extrapole um ano… só quero viver bem no presente, mas com motivação suficiente para ter algo que me mova (competição, trabalho, etc).

No frigir dos ovos, parece que estar balanceado trabalho, amor, esporte, saúde e aprendizado (descoberta – alimento da alma) é condição para uma vida com mais alegria… e gosto mais desta palavra alegria, do que ganho de potência (de Espinosa), pois o ganho de potência remete a algo que passa uma sensação de ser fugaz, quando o que entendo ser de fato felicidade é mais sobre levar uma vida nota 7,8… e não ficar no 5 e 10 constantemente.

É isso!

  • Previous
  • 1
  • 2
  • 3
  • Next

Postagens recentes

  • Reflexões sobre esta loucura que é viver
  • 42
  • Livre-arbítrio
  • Maluco Beleza
  • O peso da culpa

Arquivos

  • janeiro 2026
  • novembro 2025
  • setembro 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • julho 2024
  • maio 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • dezembro 2023
  • outubro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • abril 2023
  • março 2023

Categorias

  • Reflexões
© 2026 Paulo Gontijo | Powered by Minimalist Blog WordPress Theme