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Reflexões sobre esta loucura que é viver

Posted on 29/01/202629/01/2026 by Paulo Gontijo

Este é um escrito em que reflito sobre a vida. Nele trato sobre incertezas, a eterna busca da perfeição, o esforço que gera sorte, sobre a priorização das nossas inegociáveis 24 horas diárias, sobre vícios e prazeres, sobre o cuidar de si para cuidar do outro, sobre conhecimento que gera valor somente quando colocado em prática, sobre verdades transitórias. Ao final concluo com aquilo que entendo ser a resposta sobre quem nós somos como individuos.

Inventei algo que está aqui? Claro que não, afinal somos todos produtos do ambiente, da hereditariedade, dos caminhos que pressupostamente escolhidos e não escolhedis, da sorte e da falta dela. Portanto as reflexões abaixo são apenas o resultado da ausência do livre-arbitrio, ou você continua acreditando nele?

Sobre a incerteza da vida

O conhecimento é uma forma de nos entendermos. Mas o conhecimento não é finito. A ciência, que tanto respeitamos muda suas conclusões o tempo todo. Na contramão, ansiamos por estabilidade, por certezas. É natural que a ciência aprimore seus métodos, é natural que novos cientistas conduzam novos experimentos com tecnologias que antes não existiam e descubram coisas completamente diferentes do que descobriram há tempos atrás. É só pensar sobre ovo e vinho. Parece que a cada 5 anos a ciência muda suas conclusões sobre se estes fazem bem, ou mal.

Portanto, se até a ciência precisa lidar com a incerteza e com a mudança o tempo todo, há um aprendizado: não há certezas.

Em determinado dia, o que me motiva é X, no outro é Y,  num dia o que priorizo é X no outro é Y, num dia a minha decisão é X e no outro é Y. Adicionando mais confusão ao cenário, cabe ressaltar que a filosofia que parece produzir os melhores pensadores do mundo, nos oferece muito mais perguntas e menos respostas.

Perfeição é o fim. Continuemos buscando…

Se não há uma verdade absoluta (estou afastando aqui questões religiosas), isso tende a nos deixar sem norte, até mesmo desesperados. Afinal, se eu não sei a melhor forma de me alimentar, de ganhar dinheiro, de reduzir as chances de doença e de ser feliz, como devo acreditar em algo? Entra aí o pulo do gato: A beleza da vida não está na resposta, está na busca, eterna! Vivemos enquanto buscamos. Se alcançamos o definitivo, paramos de buscar, nos acomodamos. Viver no desconforto, autoprovocado, ou provocado externamente, é um incentivo a busca. Buscar é viver. Buscar é movimento. A forma como conferimos se um passarinho está morto no chão é cutucando-o e verificando se ele se mexe.

E se buscar é eterno, nossa vida é infinita enquanto dura (novamente afastando aqui as questões religiosas). Que grande beleza há nisso!

Na contramão, se chegamos ao definitvo, ou seja, na perfeição, paramos, cessamos. O interessante nesta história toda é que a etimologia da palavra perfeito é: feito até o fim, não tem nada a ver com continuar fazendo bem feito.

Não é portanto sobre ser perfeito, é sobre buscar eternamente a perfeição, sem no entanto, tocá-la, atingi-la.

Esforço que gera sorte

Buscar demanda esforço. E esforço leva a excelência. Note que excelência não é perfeição. Excelência (ou como os coachs modernos citam: alta performance), é ser a SUA (e não a do outro) melhor versão. Pense num atleta olimpico, num empresário, num cientista, em alguem que você muito admira, essa pessoa se esforça? Parece buscar eternamente o melhor naquilo que ela faz? Pois é. Admiramos o esforço, mas ao mesmo tempo usamos a sorte do outro, para justificar a ausência do nosso esforço. Isso parece nos levar a sofrer menos e aceitar nossa mediocridade. Assim, se um atleta performa mais do que eu, se um empresário é melhor sucedido do que eu ou se alguém é mais rico do que eu, é pq ele nasceu com “tino” ou teve sorte na vida. Eu? Bem… não tive sorte e nem nasci pra isso. Escolho o próximo problema e sigo minha vida.

Sobre a prioridade das nossas escolhas

A empolgação não deve ser no chegar lá, deve ser no continuar a busca para chegar lá. E só há uma forma de aumentar as chances: investir em nós mesmos. Investir significa, priorizar o tempo que tenho, e sim, para todos nós, terráqueos, este tempo tem 24h diárias. Assim se priorizo, nas minhas 24h, atividades que me tornam mais próximos daquilo que considero querer ser e me dedico com o melhor que posso aumenta-se, e muito, minhas chances de eu ser uma versão de mim que será melhor hoje do que foi ontem.

Sobre os vícios e a necessidade de se vigiar

O corpo e a mente pedem prazeres. Beber, comer, dormir até tarde, protelar o que for dificil buscando o fácil à vista como recompensa rápida. A vigilia constante é fundamental para nos manter nos trilhos. O pensar lá na frente, no que se deseja alcançar. A eterna busca pela excelência, demanda abdicações presentes. Quanto mais nos conhecemos, quanto mais conhecemos os mecanismos que afetam nossas escolhas, mais livres somos em tomarmos decisões que nos levam de encontro a nossos objetivos de longo prazo em detrimento de prazeres momentaneos.

Ao cuidar de mim cuido do outro

Ao cuidar do meu físico, do meu intelecto, do meu trabalho, estou cuidando de mim e me doando para o outro. Ficar vagabundeando pela vida, é portanto, uma agressão a si e ao próximo. Se entupir de comida, não estudar, não trabalhar em algo que importa não é só uma forma de se prejudicar, é uma forma de prejudicar a sociedade e quem você ama.

Preparar é praticar

Não se aprende a ser um melhor atleta, um melhor profissional, se eu apenas aprender e não colocar em prática. Isso é obesidade intelectual. Conhecer e cuidar de si é uma prática, que leva a excelência. O futuro que está por vir é o que está sendo escrito agora.

Conhecimento não é aquilo que sabemos. Conhecimento é praxis, é execução. Quantas pessoas conhecemos que muito falam, muito pensam, mas pouco colocam em prática aquilo que elas mesmos pregam? Temos um nome para isso: hipocrisia. E sim, imperfeitos, somos todos hipocritas, ou você não é? Se não, me ensine, quero aprender.

Verdades transitórias

Conhecer-nos é um eterno fluxo, mas é preciso estar atento. Utilizando a fome como exemplo: Questionar-se: pq senti fome? Foi tédio? Como posso sentir menos fome? Quando eu avancei num snack foi pq eu deixei a emoção me controlar ou foi pq eu vacilei com a alimentação prévia e cheguei a tal ponto que não consegui mais segurar a fome? Existe formas de me tornar melhor no controle da fome? Será que vale a pena experimentar o jejum internitente? Será que vale a pena cortar carboidratos de forma radical? Será que vale a pena comer a cada 3h? Não tem resposta certa, é necessário questionar, experimentar. E pasmemos, o que funcionou hoje, pode não funcionar amanhã. Não paramos de nos conhecer nunca. Somos portanto, um eterno ser. Por um momento somos de um jeito, por outro momento somos de outro jeito.

Se deixar ser empurrado pelo vida, absorto em tarefas cotidianas, como assistir TV, cozinhar, dirigir, “trabalhar” (entre aspas, pois na praxis nos desenvolvemos), é navegar a vida, sem melhorar a si mesmo. Acho que não é isso que queremos.

Quem somos?

Somos a soma do que nos foi determinado e do que pressupostamente escolhemos sem saber que aquilo também já estava determinado. Comer, dormir, aprender, exercicitar-se. Ou: acordar, perambular, usar rede social, assistir TV, preencher relatórios, etc.

Há livre-arbitrio na escolha? Assunto para outro tema que escrevi aqui.

Category: Reflexões

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